Do mundo da ficção científica para a realidade no canteiro de obras. Os robôs e drones são alguns dos novos aliados da construção civil, além da tecnologia dos softwares de gestão e aplicativos. E ainda tem a realidade virtual, onde o horizonte se expande com as projeções 3D, que permitem acompanhar todas as etapas de uma obra.  

Entre as novidades futuristas, os robôs são os que prometem muita inovação. Já há no mercado internacional unidades programadas para realizar cortes específicos em concretos, com estruturas curvas com grau de precisão maior do que o humano, permitindo que obras e projetos altamente complexos possam se tornar realidade.

Robôs estão sendo pensados para diversos tipos de tarefas na construção, algumas pesadas e repetitivas. Nos Estados Unidos, já está disponível no mercado um “robô-pedreiro” para o assentamento de blocos de alvenaria. O robô é capaz de enfileirar tijolos com argamassa, mas ainda exige a presença do ser humano para montá-lo, inserir a programação e, depois de a parede erguida, passar a argamassa externa.

No Brasil, em março deste ano, no Rio de Janeiro, foi realizado o lançamento mundial de um robô “pintor” inteligente, capaz de pintar sozinho ambientes interiores, um projeto com investimento nacional. 

Vale destacar que robôs também estão sendo usados como “rovers” autônomos, equipados com sensores e câmeras de alta definição que permitem navegar pelos locais, e ainda para identificar e evitar obstáculos, inspecionar canteiros de obras e carregar materiais pesados.

Os drones também ganham cada vez mais utilização nos canteiros de obras. Os equipamentos estão com mais capacidade para mapeamentos 3D e cálculos de medidas, distâncias e angulações, o que agiliza o trabalho da topografia. Os drones, inclusive, podem escanear uma área determinada e fornecer dados importantes para a tomada de decisão de compra do material ideal para a obra.

Já a ferramenta de gestão BIM (Building Information Modeling), que trouxe uma nova forma de pensar projetos, é uma unanimidade do setor. Ela permite reunir todas as informações em uma cópia 3D alimentada pelos planos da engenharia e da arquitetura. A compatibilidade é analisada e a obra começa com atenção a todos os detalhes, o que garante um planejamento muito mais eficaz.

“A ferramenta BIM pode trazer alguns benefícios na parte de redução de erros de projeto, facilita na parte que a gente chama de clash detection, que é a compatibilização dos projetos. Ela fornece uma visualização muito mais interessante entre todos os projetos que existem, que são arquitetura, estrutura, elétrica, hidráulica e incêndio. Tem uma visualização maior, existem ferramentas que acusam onde tem uma interferência entre um projeto e outro, então você consegue mitigar erros que poderiam posteriormente ser levados para a obra”, explica o arquiteto João Oliveira Cotta, contratado pela Novac.  

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